terça-feira, 29 de setembro de 2015

NOSSAS MENINAS BAIANAS



É possível relacionar a trajetória de mulheres baianas ao sexismo e ao racismo. A sociedade baiana, que em sua maioria, é negra e sempre tendeu a afirmar o estereótipo europeu como ideal de beleza. Entretanto, a mulher era violentada quanto à sua sexualidade, quanto às suas características, quanto às diferenças. Um grande impulsionador dessa violência é o capitalismo, que sobrevive das desigualdades entre homens e mulheres, brancos e negros e demais meios discriminatórios.

Além de ser mulher, por negra são tratadas como inferiores. Apesar dos avanços existentes, a mulher baiana ainda sofre mais que as outras, pois são discriminadas por homens e também por outras mulheres. Cresceram e foram educadas na ótica da inferioridade explicitada pela mídia sempre como um ser incapaz de exercer outros papeis que não sejam de trabalhadores braçais ou domésticos. Além disso, não são conscientizadas que por trás da cor e do cabelo, transborda cultura, musicalidade, estilo, ousadia e sensualidade, esta última sem ser associada apenas à vulgaridade.

Apesar da expansão feminina e seu empoderamento social, o machismo ainda é muito marcante. A mulher é violentada verbalmente todos os dias nas ruas, com “cantadas” desrespeitosas que tendem a ser vistas como normais ou como “coisas de homem”. A mulher não tem o direito de ir e vir, de vestir, de se expressar sem ser estereotipada e quando se trata de uma mulher negra, quase sempre são estereotipadas de forma negativa ou pejorativa. A própria família muitas vezes as condena quando são estupradas julgando-as como vulgar, ou seja, o preconceito ainda atinge de muitas formas a sociedade baiana.

Nenhum comentário:

Postar um comentário